Com pouco mais de 20 anos, Nomfusi tem história demais atrás de si.
Nascida numa “township”, subúrbio para não brancos herdado do apartheid,
pouco conheceu do pai e, quando tinha apenas 12 anos, a mãe morreu de
sida. Empregada doméstica e “sangoma” (curandeira) aos fins-de-semana, a
mamã Kwazibani levava a pequena Nomfusi para rituais que envolviam
horas electrizantes de dança e canto e marcariam para sempre as suas
noções de intensidade e espectáculo. Depois da morte de Kwazibani,
também a tia que a tinha acolhido na sua casa morreu e Nomfusi acabou
por ter de ir viver para a Cidade do Cabo, numa nova “township”, onde
foi descoberta a cantar na igreja e lhe foi oferecida uma bolsa para
estudar música. A viragem na vida de Nomfusi ficaria completa no
concerto de formatura, quando os olheiros da editora Universal se
apaixonaram por ela. O disco de estreia foi lançado em 2009, tomando
como título o nome da mãe. É uma mistura de jazz sul-africano, R&B e
Motown clássico que revela Nomfusi como uma das melhores novas vozes
soul da actualidade.