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Musicalidade e talento em concerto de Nanook "O Vagabundo"
2012-01-25
Nascido na Ilha de São Miguel e licenciado em Biologia Marinha pela Universidade do Algarve, Tércio Freire é acima de tudo um apaixonado pela música. Conhecido no mundo artístico como Nanook, o compositor e cantor português esteve ontem, 20 de Janeiro, presente na Fábrica Braço de Prata para uma grande actuação em formato de “One Man Show”.
Sem a sua habitual banda, Nanook fez-se acompanhar nesta noite apenas pela sua ampla gama de instrumentos musicais. Com a guitarra entre mãos, a harmónica na boca, o tambor no pé direito e a pandeireta no esquerdo, o multifacetado artista revelou ao longo de pouco mais de uma hora de concerto uma notável capacidade de coordenação na interpretação também ela vocal dos temas de sua autoria.
Depois da edição do seu primeiro álbum “Step by Step” em 2007, gravado na sua totalidade em língua inglesa e divulgado na sua maioria por terras espanholas, croatas e eslovenas, Nanook veio a este espaço lisboeta apresentar alguns dos temas que farão parte do seu novo trabalho a editar “no espaço de um a dois meses”.
Inserido num “projecto conceptual” mais abrangente intitulado “O Vagabundo”, este próximo álbum deverá surgir nas bancas com esse mesmo título. Compositor e letrista da totalidade do trabalho, Nanook afirma que “este vagabundo surge no sentido de uma pessoa que olha para a sociedade de outra perspectiva”, num estilo de música “com uma carga social muito forte que põe as pessoas a pensar”.
Para quem esteve presente na actuação na agradável Sala Nietzsche da Fábrica Braço de Prata, as palavras do cantor ganham desde logo sentido. Numa onda jazzística com toques de folk e country, Nanook apresentou-se descontraído mas com uma enorme vontade de proporcionar bons momentos ao público presente. Interpretado logo no início do concerto, o single “Mais Perto Só” é um bom exemplo da bela musicalidade de um conjunto de temas cantados em português que tem também como grande trunfo a qualidade dos seus poemas.
Encarando a música como “uma forma de provocar emoções sejam elas de perda, alegria ou tristeza”, Nanook parece ter capacidade para voar para outras paragens com este novo álbum. Com melodias envolventes marcadas pelo encantador som da harmónica, Nanook é mais um nome desta nova vaga de artistas portugueses que prometem trazer muito de bom à música nacional.

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